Aumentando a banda no backbone – Etherchannel para CCNAs R&S – Parte 1 de 2

Tempo de leitura: 5 minutos

Olá alunos e leitores do blog! Hoje vamos falar sobre a agregação de links e Etherchannel, assunto que faz parte dessa revisão atual do CCNA Routing and Switching, mais especificamente no material do ICND-2 (pra quem não está acostumado com o novo CCNA veja esse post).

Esse é um artigo dividido em 2 partes sobre “Agregação de Links e Etherchannel com foco no CCNA”.

Parte 1 [você está aqui]
Aumentando a banda no backbone – Etherchannel para CCNAs R&S – Parte 1 de 2

Parte 2
Aumentando a banda no backbone – Etherchannel para CCNAs R&S – Parte 2 de 2

Você deve estar se perguntando porque esse assunto foi introduzido na última revisão do CCNA Routing and Switching se ele faz parte do CCNP SWITCH?

Simples, porque tanto o STP quanto o RSTP (protocolos para prevenção de loops) bloqueiam links redundantes entre dois switches deixando apenas um deles ativo, ou seja, você não utiliza toda a banda disponível e fica com links parados até que um problema ocorra, chato e um desperdício isso não é?

Com a agregação de link podemos fazer com que vários links se comportem como um “tubo” e o STP/RSTP trata essa conexão com apenas um circuito, não bloqueando as portas desse canal agregado!

Portanto, a agregação de links é a utilização de um protocolo para fazer com que vários links entre dois switches se comportem como se fosse apenas uma porta (um tubo), por exemplo, juntando ou agregando 4 links de 100Mbps entre dois switches você teria um link de 400Mbps como se fosse apenas uma porta ligada entre os equipamentos.

Como já citamos, a grande vantagem é que nesse caso o spanning-tree não desabilita as portas e os links reserva ficam ativos, para o STP é como se o link agregado fosse uma única porta.

O termo Etherchannel refere-se principalmente ao protocolo proprietário Cisco chamado de PAgP (Port Aggregation Protocol), é um recurso que tem como objetivo agregar segmentos ethernet paralelos em uma única interface, possibilitando balanceamento de carga e redundância livre de loops.

Esta interface é chamada de EtherChannel e os links balanceados por ela não precisam de spanning-tree, sendo uma grande vantagem em termos de tempo de convergência quando um dos links balanceados cai. Outros benefícios do EtherChannel são:

  • Diminuição de tempo perdido com processos de convergência do spanning-tree, pois representam um único link lógico entre os switches, considerando o encaminhamento de frames;
  • Para que a interface EtherChannel esteja “up”, basta que apenas uma das portas associadas entre os switches também esteja;
  • Se alguma das interfaces associadas ao EtherChannel falha, o tráfego continua a ser distribuído pelas interfaces que permanecem ativas, com mínima perda, e sem percepção por parte do usuário final.

Na prática as interfaces físicas são associadas a grupos chamados “channel-groups”, sendo criado um “port-channel” que irá distribuir o tráfego entre as interfaces físicas ativas no grupo.

O tráfego não é necessariamente distribuído por igual entre os links do EtherChannel. Um algoritmo de hash é responsável por determinar a qual link determinado frame será encaminhado. Ele executa uma operação XOR (exclusive-OR) usando uma combinação dos bits mais baixos de endereços MAC ou IP de destino e origem, no qual o resultado determina o link de destino.

Podem-se usar MAC de origem, MAC de destino, ou ambos, IP de origem, IP de destino ou ambos, ou portas TCP/UDP. Por padrão, o método de balanceamento é IP de origem + IP de destino (src-dst-ip).

Para que o EtherChannel se torne um trunk Dot1q ou ISL, todas as interfaces devem estar corretamente configuradas como trunk, com as mesmas permissões de VLAN e VLAN nativa. Uma vez que uma interface associada a um EtherChannel seja configurada como trunk, todas as demais terão a mesma configuração.

Com relação a ser uma porta de acesso, todas as interfaces deverão pertencer a mesma VLAN.

Exemplo de Configuração do Etherchannel

Vamos ver abaixo um exemplo de configuração manual do PAgP utilizando as portas de 17 a 20 em um Etherchannel configurado no port group 1 para switches Catalyst que utilizam Cisco IOS, tais como os modelos 2950, 2960, 3560 e 3750, supondo que ambos os switches estão utilizando as mesmas portas para o entroncamento.

interface range FastEthernet0/17 – 20
channel-group 1 mode on
!— Porta atribuída ao canal de portas 1
!— Consideramos que a parte de trunk 802.1Q e permissão de VLANs já está OK

Etherchannel

Para verificar as configurações podemos utilizar os comandos “show etherchannel 1 summary” no switch. No comando “show spanning-tree” o etherchannel é mostrado como “Po1” para o channel-group 1. As portas individuais não serão mais mostradas nesse comando.

Outra opção que vamos analisar na parte 2 desse artigo é a configuração do protocolo LACP, opção aberta de Etherchannel que funciona entre switches Cisco e de outros fabricantes.

Até a próxima e bons estudos pessoal!

Prof Marcelo Nascimento – DlteC do Brasil

Aprenda Etherchannel e as tecnologias mais utilizadas no mercado de trabalho.

Tenha acesso a todos os nossos materiais de estudo, cursos, technotes, biblioteca virtual e grupo secreto no Facebook. Seja Premium!

DLTEC ACESSO PREMIUM

Clique aqui para acessar nossa área de membros premium!

Não é membro premium? Clique aqui e saiba mais sobre a DlteC Premium.

Sobre Marcelo B do Nascimento

Cofundador da DlteC do Brasil e 7Bit Tecnologia, graduado em Engenharia Eletrônica/Telecomunicações pela UTFPR e pós-graduado em Redes e Sistemas Distribuídos pela PUC-PR. Trabalha na área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações desde 1996. Certificado ITIL Foundations, CCNA Routing & Switching, CCNA Voice, CCNA Security e CCNP Routing & Switching.